Quase quatro mil militares pediram ajuda financeira aos serviços sociais da GNR no ano passado. Segundo dados oficiais, o número de empréstimos (3.854) aumentou quase 12 por cento (mais 409), face aos números de 2012.

Para além dos empréstimos concedidos, os dados revelam ainda que 525 militares têm, neste momento, os salários penhorados. No total, o valor dos empréstimos ronda os 8,7 milhões de euros em 2012, o mesmo que em 2013.

De acordo com os Serviços Sociais da GNR a maior parte dos empréstimos têm como objetivo o pagamento de despesas de casa, de saúde e obrigações que resultam de divórcios.

A Associação dos Profissionais da Guarda justifica que o aumento do número de militares com dificuldades financeiras deve-se aos sucessivos cortes salariais, que já rondam os 20 por cento.

Para 2014, o departamento de serviço social tem uma verba orçamental de quase 7 milhões de euros.

O presidente da APG, César Nogueira, estima que o número de militares que pedem ajuda financeira aumente e apela à libertação dos 20 milhões de euros dos serviços sociais, que o Governo tem cativos desde 2002.