A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou sete ocorrências relacionadas com elementos de equipas de arbitragem do início de 2017 até 23 de março, contra sete registadas durante todo o ano de 2016, disse à Lusa fonte dos militares.

O registo da Guarda Nacional Republicana refere-se a acontecimentos “na área de responsabilidade da GNR”, adiantou a mesma fonte.

O presidente da APAF, Luciano Gonçalves, disse a 4 de abril que se está a assistir a uma “escalada de agressões a árbitros em Portugal”.

Os árbitros para poderem desempenhar as suas funções de uma forma tranquila precisam de segurança como qualquer um de nós nas nossas atividades e profissões. Precisam de estar tranquilos, é isso simplesmente que a arbitragem pede", sublinhou Luciano Gonçalves, no fim de uma reunião com árbitros a 22 de março.

A 2 de abril, José Rodrigues, árbitro do jogo Rio Tinto-Canelas, da Divisão de Elite da Associação de Futebol do Porto, foi agredido por Marco Gonçalves, jogador da equipa visitante e membro dos Superdragões, claque do FC Porto.

O jogador em causa atingiu o árbitro com uma joelhada na cara aos dois minutos de jogo, na sequência do cartão vermelho direto que o juiz lhe exibiu por ter agredido um adversário.

Dois dias depois, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) anunciou a implementação de um plano nacional de segurança adicional para as equipas de arbitragem das suas competições.

Entre elas está uma “política de tolerância zero” contra a violência e “policiamento obrigatório em jogos de clubes com historial de violência”, anunciou o vice-presidente do organismo, Hermínio Loureiro, depois de uma reunião com a APAF.

A Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) lançou, no início do mês, uma campanha para exigir “a obrigatoriedade do policiamento em todos os jogos de futebol”, à qual se associou a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP).

A campanha da APAF, denominada “Respect the Referees”, apela ao respeito pelo exercício de funções dos árbitros e à obrigatoriedade do policiamento em todos os jogos de futebol.

O presidente da Liga, Pedro Proença, explicou a 6 de abril que esta decidiu aderir “por convicção” à iniciativa da APAF.

Trata-se de uma campanha à qual nos associamos por convicção, pois toda e qualquer violência – não só a física – deve ser erradicada do futebol. É de louvar que a arbitragem exija das autoridades os níveis de segurança que o futebol profissional tem implementado, nomeadamente a sua obrigatoriedade nos recintos onde atuam”, sustentou o dirigente, citado pelo sítio da Liga na Internet.

Para Pedro Proença, o policiamento já obrigatório nos jogos de futebol profissionais deve abranger também as competições “amadoras e de formação”.