Geração à rasca: protesto forte em Ponta Delgada

Muitas centenas de pessoas demonstraram a sua insatisfação

Por: Redação / FC    |   12 de Março de 2011 às 18:39
A manifestação «Geração à rasca» encheu as Portas da Cidade, local emblemático de Ponta Delgada e desmobilizou frente ao Palácio da Conceição, edifício do Governo Regional dos Açores.

A manifestação marcada para as 15 horas começou por reunir poucas pessoas devido à chuva que se fez sentir hoje na ilha de São Miguel, mas rapidamente encheu as Portas da cidade, local de ponto de encontro, revela a agência Lusa. A contestação contou ainda com dirigentes de alguns partidos e presidentes de vários sindicatos.

Acompanhados de músicas do Zeca Afonso e de Os Deolinda e sobretudo o tema «Que parva que sou», os manifestantes gritaram algumas das frases de ordem escritas em cartazes como «Basta!», «Cunha precisa-se!», «E os professores pá?», «Já saí do sofá!» ou «Afinal quem é que é parvo?».

A manifestação «Geração à rasca» seguiu em protesto pelas ruas de Ponta Delgada e concentrou-se em frente ao Palácio da Conceição, edifício onde funcionam alguns dos serviços do Governo Regional dos Açores.

A faixa azul com a frase «Gerações à rasca» foi colocada nos portões do Palácio bem como os pequenos cartazes que continham frases de contestação.

A organização vai ainda entregar na próxima segunda feita o manifesto ao Governo Regional dos Açores e assumiu-se satisfeita com a adesão à manifestação apontando para perto de mil participantes. Já a Policia de Segurança Pública presente no local adiantou à Agência Lusa que os manifestantes rondavam o meio milhar.
PUB
EM BAIXO: Manifestação Geração à Rasca (LUSA)
Manifestação Geração à Rasca (LUSA)
COMENTÁRIOS

PUB
Grécia: o dia que pode decidir o futuro do projeto europeu

Cerca de 10 milhões de gregos decidem hoje se aceitam ou não as propostas apresentadas pelos credores há mais de uma semana, através de um referendo convocado por Alexis Tsipras. As urnas fecham às 19:00 (17:00 em Lisboa). O caos estendeu-se às sondagens que, espelhando um país dividido, não deixam antecipar nenhum resultado. O boletim tem apenas duas respostas, "Sim" ou "Não", mas o que vai acontecer à Grécia depois do dia de hoje conduz-nos a múltiplos cenários