“Para além da violação, a vítima foi perseguida, foi-lhe destruída propriedade, foi ameaçada de violência e vítima de violência física”, lê-se no relatório a que a Lusa teve acesso, que acrescenta que, segundo a testemunha, o crime foi motivado por causa da orientação sexual do jovem.




A violação do adolescente não é caso único no que diz respeito a violência em seio familiar e, não sendo o dado mais expressivo, a ILGA recebeu denúncias relativas a “muitas pessoas agressoras que são identificadas como sendo membro da família da vítima”.








“São jovens, rapazes e raparigas, que estão sujeitos a uma enorme pressão dentro do contexto familiar e a violência passa da ameaça, da violência psicológica e do insulto, à física quando se faz o ‘coming out’, quer seja o próprio a fazê-lo, quer porque os próprios pais ou irmãos descobriram”, explica Marta Ramos.


“Rapazes mais crescidos e homens não têm casas abrigo em Portugal, não há uma resposta, quer seja em contexto de intimidade, quer seja por dependência financeira, porque sabemos que geralmente os jovens adultos moram com os seus pais, não existe uma reposta no contexto de violência doméstica”, exemplificou.