O Serviço Nacional de Saúde (SNS) gastou 2,2 mil milhões de euros com medicamentos em 2016, mais de um quarto do seu orçamento, e que equivalem a 1,23% do Produto Interno Bruto.

Segundo as estatísticas do medicamento de 2016, hoje divulgadas, o SNS continua a ser o maior cliente, dominando 74,6% do mercado dos 16.421 medicamentos com autorização de venda, dos quais 9.639 são comparticipados, especialmente os que tratam doenças cardiovasculares e do sistema nervoso central.

No ambulatório (doentes que não são internados), foram gastos 1.189 milhões de euros, mais sete milhões que em 2015, e os encargos dos doentes diminuíram 1,8%, atingindo 697 milhões de euros.

Foram dispensadas 155,9 milhões de embalagens, um aumento de quase um milhão em relação ao ano anterior.

A venda de genéricos no SNS atingiu 64,5 milhões de embalagens, mais cerca de 500 mil do que em 2015, representando a maior fatia das 72,1 milhões de embalagens vendidas em Portugal no ano passado.

A maior parte destes genéricos custa menos de 10 euros.

De 2015 para 2016, o número de locais de venda de medicamentos sem receita aumentou de 1.134 para 1.221, segundo as estatísticas do medicamento, mas só se juntou uma farmácia nova ao total de farmácias, que chegou a 2.774.

Nos números encontra-se uma diminuição do número de habitantes por farmácia, que passou de 3.548 em 2015 para 3.536 em 2016.

No capítulo da fiscalização, entre 2012 e 2016 foram analisados 1.930 medicamentos químicos, dos quais 1.211 genéricos, e foram levantados 536 processos por suspeita de falsificação.