Sete homens acusados de roubo e agressão a pessoas que se encontravam na via pública, no Porto e em Gaia, foram esta quinta-feira condenados a penas que vão desde 18 meses a nove anos de prisão.

As Varas Criminais do Porto, que proferiram o acórdão, decidiram que cinco dos arguidos - os condenados até cinco anos de prisão - ficam com as penas suspensas.

Foram também aplicadas sanções pecuniárias, de dois mil euros num caso e 25 euros no outro, além do pagamento das despesas hospitalares das vítimas.

O tribunal do Porto deu como provado que os sete arguidos, com idades entre os 16 e os 21 anos, abordavam as vítimas em várias ruas do Porto e em Gaia e, sob ameaça de facas e agressões físicas, obrigavam-nas a entregar o dinheiro e bens, como telemóveis e carteiras.

Os seis episódios de violência constantes no despacho de acusação ocorreram durante 2012: cinco em ruas do Porto e um em Vila Nova de Gaia.

Em duas situações, os arguidos esfaquearam duas das vítimas, que, segundo a acusação do DIAP, «não correram perigo de vida», apesar de terem ficado vários dias em convalescença e com «cicatrizes permanentes».

Contudo, num desses casos, ocorrido junto ao Café Piolho, no Porto, o coletivo de juízes decidiu proceder à alteração não substancial dos factos, considerando que o ofendido - esfaqueado no pescoço - «correu perigo de vida» e que só não morreu devido ao «imediato tratamento médico-cirúrgico a que foi submetido», como relata a Lusa.

Quatro dos arguidos encontravam-se, até à leitura do acórdão, em prisão preventiva ao abrigo deste processo no Estabelecimento Prisional do Porto, sendo que dois foram libertados no decorrer do julgamento e um outro esteve sempre em liberdade.