A vencedora do Prémio LeYa 2013, Gabriela Ruivo Trindade, disse hoje que ainda lhe parece «um sonho» ter conquistado o galardão, porque apesar de sempre ter escrito e gostar muito de o fazer não se considera «uma escritora».

«É um bocadinho difícil dizer [o que sente por ter vencido o galardão], porque ainda parece que não é verdade, ainda parece que é assim. Parece que é um sonho, mas estou muito feliz», disse Gabriela Trindade Ruivo à agência Lusa.

«Não sei, até hoje não me considerava, quer dizer ainda não me considero escritora», sublinhou a portuguesa natural de Lisboa, numa reação ao facto de hoje ter vencido o prémio.

A escritora é psicóloga clínica de formação, tem 43 anos, é casada, tem dois filhos, reside em Londres há nove anos e atualmente dedicava-se ao artesanato.

A autora de «Uma outra voz» sublinhou que embora goste muito de escrever e sempre o ter feito ainda lhe parece estranho ser chamada de «escritora», conta à Lusa.

Sobre o que vai fazer com o montante do prémio, disse ainda não ter tido tempo «para digerir a notícia», uma vez que foi informada pelo presidente do júri, Manuel Alegre, pouco antes do anúncio.

«Não sei, porque não estava à espera e a pessoa quando concorre pensa sempre na possibilidade não é, mas acho que ... sei lá, no fundo, no fundo, não estava à espera», frisou. Todavia, admitiu que «vai fazer muito jeito».

«De facto, neste momento não estou a trabalhar, a vida aqui é um pouco complicada¿ esta crise afeta todo o lado, com certeza que em Portugal está a afetar muito mais, mas aqui [Londres] também afeta um pouco», disse, admitindo que a verba a vai ajudar a dedicar-se mais à escrita.

Gabriela Ruivo Trindade revelou à Lusa que tem muitos contos escritos, que nunca teve oportunidade de publicar, assim poemas e um romance por acabar, ao qual se irá agora dedicar.

A autora foi a primeira mulher a vencer o Prémio LeYa.