Um funcionário de um posto de abastecimento de combustíveis em Famalicão «inventou» ter sido vítima de roubo com arma de fogo por «vergonha» de confessar que apenas tinha sido burlado, informou esta quinta-feira a Polícia Judiciária (PJ).

Em comunicado, a PJ refere que, com aquela denúncia, o funcionário pensava que «mais facilmente os suspeitos seriam detidos pelas autoridades policiais».

A PJ garante que «o alegado roubo nunca acontecera» e que se tratou «de uma tentativa de justificação do funcionário do referido estabelecimento para uma burla, de que acabava de ser vítima, na compra de equipamentos informáticos».

«De facto, após ter pagado uma quantia por dois tablets topo de gama, a vítima da burla recebeu uma bolsa apenas com papéis e uma placa de cerâmica», acrescenta o comunicado.

O alegado roubo foi participado pelo funcionário da bomba de gasolina como tendo acontecido a 8 de julho.

«Na sequência das diligências efetuadas de imediato por esta polícia, foi possível desmontar a estória do alegado roubo com arma de fogo, que foi inventada pela vítima de burla por vergonha e pensando que dessa forma mais facilmente os suspeitos seriam detidos pelas autoridades policiais», refere ainda o comunicado da PJ.