O presidente da Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) rejeitou que o subsistema de saúde dos militares (ADM) seja insustentável, acusando a secretária de Estado da tutela de promover «uma mistificação».

«É uma grande mistificação dizer que o nosso subsistema de saúde não é sustentável», afirmou esta quarta-feira Pereira Cracel, em declarações à agência Lusa.

A secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional, Berta Cabral, afirmou que o subsistema de saúde dos militares (ADM) não é «autossustentável no imediato», estimando para 2014 um défice de 22 milhões de euros neste sistema.

«A ADM tem condições específicas que a impedem de ser autossustentável no imediato. Há um conjunto de particularidades que devem ser expurgadas», frisou a governante, que falava no parlamento.

O presidente da AOFA salientou que «há um conjunto largo de encargos que são suportados pela ADM e que não deveriam ser» e que «isso faz com que o subsistema esteja sobrecarregado».

«A ADM é sustentável desde que a ADM suporte os encargos que lhe cabe suportar e nada mais que isso. A que propósito pagamentos das despesas de saúde dos cerca de cinco mil deficientes das Forças Armadas [isentos de pagamento] são suportados pela ADM. Não deveriam ser suportados por todos dos cidadãos».

Berta Cabral foi ouvida, em conjunto com outros quatro secretários de Estado, no âmbito da proposta do executivo que mantém inalterado o aumento dos descontos para a ADSE e para a ADM de 2,5% para 3,5%, depois de vetada pelo Presidente da República.