O inferno dos incêndios ainda não acabou. Estamos já em pleno outubro, mas com altas temperaturas. O secretário de Estado da Administração Interna diz que não tem “forma de provar”, mas considera que vários dos incêndios florestais que têm deflagrado nas últimas horas, no país, têm “origem criminosa”.

São fogos que “alguém quer realmente provocar”, sustentou Jorge Gomes, em declarações à agência Lusa, quando visitava a Pampilhosa da Serra, concelho onde, desde as 23:20 de sexta-feira lavra um fogo, que, então, progredia em cinco frentes.

É a vontade de fazer arder que continua a imperar e a criar esta instabilidade no País e nas pessoas. De forma nenhuma, isto é perdoável”.

“Isto é algo de anormal, não só pelo tempo”, caracterizado por um longo período de seca e com elevadas temperaturas, mas também porque muitos destes incêndios “começaram à noite", sublinhou.

O secretário de Estado deslocou-se a Pampilhosa da Serra onde continua a arder com intensidade o fogo que teve início na noite de sexta-feira e que é dos 88 incêndios florestais que lavram no território do continente, mobilizando pelas 18:20, perto de três mil operacionais, mais de 800 viaturas e 11 meios aéreos.

Há outro incêndio preocupante, este em Gondomar/Valongo, no distrito do Porto.