Pelo menos 300 veados, corços e javalis terão morrido, na Serra da Lousã, nos incêndios que assolaram os concelhos da região desde o dia 17, disse hoje à agência Lusa o biólogo Carlos Fonseca.

No entanto, “apesar de não ser extraordinário, o cenário é bastante positivo, tendo sobrevivido muitos destes animais que, pelo seu instinto natural, conseguiram escapar à frente das chamas”, revelou o professor da Universidade de Aveiro, que monitoriza estas populações há mais de 20 anos.

Durante vários dias desta semana, a equipa de Carlos Fonseca percorreu centenas de quilómetros, nos municípios ligados à Serra da Lousã, “numa tentativa de avaliar o impacto deste intenso e extenso incêndio” nas comunidades de javalis, veados e corços.

Os danos do mais vasto incêndio de que há memória em Portugal, e que provocou a morte a 64 pessoas, não param de ser contabilizados. Ainda ontem o ministro da Agricultura, Capoulas Santos, apontava para cerca de 20 milhões de prejuízos agrícolas e o presidente da câmara de Pedrogão Grande falavam de uma contabilização inicial total de cerca de 250 milhões de euros.