O fogo que deflagrou há mais de 48 horas no Parque Natural da Serra da Estrela foi dado como dominado cerca das 15:30 desta quarta-feira, altura em que já tinha começado a cair "uma chuva miudinha" naquela zona.

"Segundo as informações que tenho, o fogo não estará completamente extinto, mas sim controlado e dominado. Entretanto também começou a cair uma chuva miudinha, o que certamente ajudará o trabalho dos bombeiros", disse à agência Lusa o vice-presidente da Câmara de Gouveia, José Cardoso.


O autarca destacou que espera que a chuva se mantenha, "não só para ajudar a apagar alguns focos que ainda ardem, como para evitar eventuais reacendimentos".

À hora a que o fogo foi dado como dominado foi indicada na página da internet da Autoridade Nacional da Proteção Civil na Internet.  O incêndio começou às 14:46 de segunda-feira, em mato, na Senhora do Monte, na União das Freguesias de Aldeias e Mangualde da Serra, concelho de Gouveia, e, entretanto, alastrou para o concelho de Manteigas.

Às 15:30, os trabalhos envolviam ainda 482 operacionais, auxiliados por 159 meios terrestres e oito meios aéreos.

Segundo a informação, no local mantinham-se também os grupos de reforço para combate a incêndios florestais Centro/Sul, Faro, Aveiro e Coimbra, o grupo de reforço ampliado de Leira e Lisboa e equipas de reconhecimento e avaliação da situação.

Este incêndio lavrou durante mais de 48 horas e já consumiu uma vasta área de mato e floresta.

Durante a manhã de hoje, em declarações à agência Lusa, o diretor da Delegação Centro do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), Rui Melo, referiu que o fogo está a destruir uma zona com "forte importância ambiental e paisagística".

O responsável desta entidade que tutela o Parque Natural da Serra da Estrela explicou que as chamas estão a avançar para uma área de florestal plantada há cerca de 80 anos e cuja "regeneração poderá demorar vários anos a ser conseguida".

"Naturalmente que estamos muito preocupados, designadamente com a área do Vale do Mondeguinho, porque estamos a falar de uma zona que tem forte importância ambiental, paisagística, florística, faunística e também turística", disse.