Estão dominados os dois incêndios que lavravam nos últimos dias em Nisa, no distrito de Portalegre.

O fogo de Portas do Ródão foi dominado ao início da tarde desta sexta-feira, cerca das 13:35, indica a página da Autoridade Nacional de Proteção Civil.

O alerta deste incêndio na freguesia de Santana, que motivou a ativação do Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil de Nisa, foi dado às 21:34 de terça-feira.

O fogo teve origem no de Vila Velha de Ródão, distrito de Castelo Branco, que passou na terça-feira à noite o rio Tejo e chegou ao concelho vizinho de Nisa, através do monumento natural das Portas de Ródão.

Este era o fogo florestal que a Proteção Civil ainda destacava hoje ao início da tarde como "ocorrência importante".

Ao início da tarde mantinha-se no teatro de operações um total de 254 operacionais, com o apoio de 73 veículos e de oito meios aéreos, incluindo três espanhóis.

Hoje de manhã, as operações de combate a este incêndio tinham sido reforçadas com aviões Canadair.

O outro fogo de Nisa, em Albarrol, na freguesia de Arez e Amieira do Tejo, que levou à retirada de pessoas de várias aldeias, entrou em fase de resolução às 06:11 de hoje.

O fogo em Albarrol, na zona de Arez e Amieira do Tejo, tinha tido origem, na quarta-feira à noite, no incêndio de Mação, no distrito de Santarém.

Os fogos em Nisa obrigaram à evacuação de várias aldeias, mas todas as pessoas retiradas, sobretudo idosas, já regressaram às suas casas, não havendo registo de danos pessoais, nem de habitações ardidas.

As chamas destruíam uma área ainda por determinar de mato e arvoredo e ameaçaram várias povoações e a central hidroelétrica da barragem do Fratel, além de terem obrigado ao corte de estradas na zona.

Na noite de quinta-feira, a presidente da câmara de Nisa, Idalina Trindade, informou que uma unidade militar espanhola de emergência, com 158 operacionais, iria reforçar o combate ao incêndio durante a madrugada.

O incêndio em Mangualde, no distrito de Viseu, que lavrava desde quarta-feira, foi igualmente dominado esta madrugada, e o de Barreiras, agora designado como Miuzela, na Guarda, foi extinto, de acordo com a página da Autoridade Nacional de Proteção Civil.

250 militares das forças armadas ajudam no combate aos incêndios

Mais de 250 militares das forças armadas estão a colaborar na vigilância, patrulhamento e rescaldo dos incêndios que têm afetado o país nos últimos dias, informou hoje Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA).

Em comunicado, o EMGFA adianta que na sequência de um pedido da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), 256 militares do Exército e um helicóptero Aloutte III da Força Aérea (com três tripulantes), estão a colaborar na vigilância, patrulhamento e rescaldo dos principais incêndios.

Na nota, o EMGFA indica que há quatro destacamentos de engenharia (máquinas de rasto) na região de Albarroal e dois pelotões e um Grupo de Comando na região de Gavião, no concelho de Nisa, distrito de Portalegre.

No distrito de Castelo Branco, estão também seis pelotões e um grupo de comando na região da Sertã, dois pelotões na região de Vale do Coelheiro e três equipas de vigilância e patrulhamento na região de Proença-a-Nova.

Existem também cinco equipas de vigilância e patrulhamento na região de Mangualde, no distrito de Viseu.

No combate a estes fogos estão também 113 militares espanhóis.