A área ardida aumentou este ano 13 por cento em relação a 2012, tendo os incêndios florestais consumido, até 15 de setembro, um total de 121.168 hectares, segundo o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Em contrapartida, as ocorrências de fogo diminuíram este ano 11,4 por cento, tendo-se registado, até 15 de setembro, 16.924 ignições, menos 2.184 do que no mesmo período de 2012, adianta o último relatório provisório de incêndios florestais do ICNF.

O documento refere também que, entre 01 de janeiro e 15 de setembro, as 16.924 ocorrências de fogo resultaram em 106.657 hectares de área ardida, mais 14.657 do que em 2012.

Segundo os dados do ICNF, em 2003, 2005 e 2010 a área ardida até 15 de setembro foi superior aos valores registados este ano.

«Comparando os valores do ano corrente com o histórico dos últimos 10 anos, destaca-se que se registaram menos nove por cento de ocorrências relativamente à média verificada no decénio e que ardeu menos sete por cento do que o valor médio de área ardida no mesmo período», lê-se no relatório do ICNF, destacando que, até à data, registaram-se 866 reacendimentos, cerca de 72 por cento da média dos últimos dez anos.

O maior incêndio do ano, registado até à data, começou a 09 de julho no concelho de Alfândega da Fé (Bragança) e estima-se que terá consumido uma área de 14.912 hectares, dos quais cerca de 11.980 são espaços florestais, indica o mesmo documento.

Os dados permitem concluir que só no mês de agosto arderam 85.663 hectares de florestas, aproximadamente 70 por cento da área consumida pelas chamas até à data, e registaram-se 7.031 ocorrências de fogo, cerca de 41 por cento do total.

A primeira quinzena de setembro, com 3.077 ocorrências de fogo que resultaram em 13.248 hectares de área ardida, registou valores superiores às médias dos últimos 10 anos, quer no número de ocorrências quer da área ardida, indica o ICNF.

O documento refere igualmente que o maior número de ocorrências se verificou no distrito do Porto (5.321), seguido de Braga (1.767) e Viseu (1.722), sendo a maioria fogachos, ou seja, incêndios que não ultrapassaram um hectare de área ardida.

Viseu é o distrito com mais área ardida consumida pelas chamas, registando, até 15 de setembro, 33.806 hectares de espaços florestais ardidos, seguindo-se Vila Real e Bragança, com 22.059 e 20.565 hectares ardidos, respetivamente.

Além do incêndio no distrito de Bragança, registaram-se este ano mais 159 grandes incêndios, com área ardida em espaço florestal maior ou igual a 100 hectares.

Estes 159 incêndios consumiram um total de 102.245 hectares de espaços florestais, cerca de 84 por cento do total da área ardida até 15 de setembro, segundo o último relatório do ICNF.

Da lista dos grandes incêndios fazem parte 47 com área ardida igual ou superior a 500 hectares, aos quais correspondem 77.751 hectares de área ardida em espaços florestais.