Notícia atualizada às 00:30

O incêndio que está a consumir uma fábrica de têxteis, em S. Martinho do Campo, no concelho de Santo Tirso, estava controlado cerca das 22:00, mas as chamas continuavam ativas numa considerável parte do edifício.

Ao início da noite, parte da estrutura do edifício acabou mesmo por ruir, mas não se registaram feridos entre os bombeiros que ainda continuam a trabalhar para dominar o fogo e impedi-lo de alastrar ao resto do complexo industrial.

Envolvidos na operação estão 97 operacionais das corporações do distrito do Porto - Vila das Aves, Santos Tirso, Trofa, Freamunde, Paços de Ferreira e Vila do Conde -, apoiados por 30 viaturas.

O alerta foi dado para a corporação de Vila das Aves por volta das 18:10, por um vigilante da empresa Felpinter, dedicada à produção têxtil, deparando-se os bombeiros com um «incêndio muito ativo», que teve início «supostamente no armazém», disse uma fonte da corporação.

«Estamos a fazer o ataque às posições, mas o incêndio está controlado. Estamos confinados a um espaço, para que não passe para outros sectores», explicou o comandante dos bombeiros de Vila das Aves, Joaquim Faria, falando das dificuldades no combate.

«Deparamo-nos com material muito combustível e em determinada parte nem conseguimos entrar. Isso e o vento dificultou as operações», disse o comandante, acrescentando: «Já contávamos que parte do edifício ruísse, devido à temperatura, mas não houve qualquer ferido. Temos apenas um bombeiro com escoriações».

O presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, Joaquim Couto, classificou o incêndio como «uma tragédia para economia da região».

«Esta zona é de grande concentração de indústria têxtil e atingiu uma fábrica que estava a trabalhar bem, que inclusive estava admitir pessoal com frequência, porque o nível de encomendas era bom. É uma tragédia», declarou.

O autarca prometeu «o apoio que a autarquia possa dar para os funcionários e para a empresa, assim que for feito o rescaldo do incêndio e se perceber o que foi afetado».

Ainda nenhum dos responsáveis da empresa se manifestou disponível para prestar declarações à comunicação social.

O incêndio está extinto desde as 23:21, estando os bombeiros em fase de rescaldo, numa operação que se vai prolongar noite dentro.

Em declarações à agência Lusa, um elemento da empresa relatou que as chamas consumiram cerca de 30 por cento do edifício, levando mesmo a que parte dele ruísse ao início da noite, sem causar feridos.

Segundo a mesma fonte, a empresa, assim que terminar o período de férias que esta semana iniciou, vai continuar a laborar sem interrupções, usando uma outra unidade que possui, para colmatar as contingências provocadas pelo incêndio neste complexo.

No local ainda se encontrava, cerca das 00:00, um elevado dispositivo de bombeiros, das corporações de Vila das Aves, Santo Tirso, Trofa, Freamunde, Paços de Ferreira, Vila do Conde, Leixões, Póvoa de Varzim e Rebordosa, que estão a controlar a possibilidade de reacendimentos.

Notícia publicada às 19h38