A Guarda Nacional Republicana (GNR) deteve, desde o início do ano, 51 pessoas por causa de incêndios florestais, mais 20 do que em igual período do ano passado, ao mesmo tempo que as ocorrências aumentaram cerca de 123%.

Em comunicado, a GNR dá conta de que, desde o início do ano e até dia 17 de agosto, e no âmbito do patrulhamento e vigilância das florestas, deteve 51 pessoas, mais 20 do que no mesmo período de 2014, e identificou outras 690, mais 308 do que no ano passado.

De acordo com a GNR, houve registo de 16.296 ocorrências, mais 9.005 do que em 2014, o que representa um aumento de 123%.

Por outro lado, houve menos 148 contraordenações, por infração ao decreto-lei que define o Sistema Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios, com 1.110 autos registados.

Em comunicado, a GNR dá conta de que só em 1% das ocorrências é que o incêndio florestal teve causas naturais, contra 43% que teve origem negligente, 17% em que foi intencional, 9% de reacendimentos ou 30% em que as causas foram desconhecidas.

A GNR diz ainda que as ações de primeira intervenção nos incêndios florestais estão a cargo de 574 militares do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS), enquanto as ações de vigilância e patrulhamento das áreas florestais e investigação das causas dos incêndios estão a ser feitas por 948 militares e civis do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA).