As operações de remoção do arrastão que naufragou há três semanas à entrada da barra da Figueira da Foz - um acidente que resultou em cinco mortos - foram suspensas esta terça-feira por causa do mau tempo.

Em declarações à agência Lusa, o comandante do Porto da Figueira da Foz, Silva Rocha, disse que as operações foram suspensas devido à ondulação que levou ao encerramento da barra e que impede os trabalhos naquela zona do rio Mondego, junto ao molhe sul e também no próprio molhe, onde foram instalados ganchos hidráulicos para puxar o arrastão.

Silva Rocha frisou que os ganchos "vão ser reposicionados" na quarta-feira de modo a que a embarcação seja puxada mais para perto do molhe sul, operação que decorreu, em parte, na segunda-feira, "com êxito".

Numa segunda fase, o arrastão Olívia Ribau - que continua submerso e em posição invertida, numa zona entre os molhes sul e interior sul do rio Mondego, interdita à navegação - será rodado e posto a flutuar, prevendo-se que possa vir a ser rebocado até às instalações dos Estaleiros Navais do Mondego, a montante do local onde se encontra, para ali ser reparado.

O comandante do porto disse ainda que o local onde se encontra a embarcação afundada está sinalizado com uma boia vermelha luminosa, tendo ainda sido colocadas barreiras flutuantes em redor do navio, de modo a prevenir eventuais derrames de combustível.

O arrastão poderá ter cerca de 25 mil litros de gasóleo nos depósitos, segundo fontes portuária e da autoridade marítima.

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Administrações Portuárias  e a Associação Sócio Profissional da Polícia Marítima condenaram há duas semanas que, num país como Portugal, "com aproximadamente 1.800 km de costa", não seja possível assegurar "uma  rápida assistência marítima sem dispor de Estações de Salvamento Costeiro devidamente guarnecidas, equipadas, treinadas e em prontidão imediata".