Começaram a ser ouvidos os três arguidos alemães acusados de burla e falsificação ao Estado português no processo das contrapartidas na compra dos submarinos.

Um dos mais destacados, o vice-presidente da multinacional alemã Ferrostal, a empresa que negociou os contratos, disse em tribunal que tinha um conhecimento muito limitado sobre os negócios.

Horst Weretecki alega que até outubro de 2004, quando assumiu funções de vice-presidente da Man Ferrostal, tinha um conhecimento muito limitado do negócio da venda dos dois submarinos a Portugal.

O arguido alemão sublinha que só em finais de 2005 é que se debruçou sobre os negócios. Justifica-se com o facto de ser uma encomenda recente.

O advogado reclama a inocência do arguido.

A execução dos contratos estava prevista para um período de 12 anos prorrogadas por mais um. Para Weretecki, um período demorado onde a realidade se altera.

O processo das renegociações das contrapartidas dos dois submarinos com a Ferrostal está assim congelado.

Três alemães e sete portugueses estão acusados de burla qualificada e falsificação de documentos. O negócio terá lesado o Estado português em mais de 30 milhões de euros.