A maioria dos 918 inquiridos pela PSP desconhece a existência do programa que permite aos polícias vigiar gratuitamente as residências durante a ausência dos proprietários nas férias de verão, indicou a força de segurança, nesta terça-feira.

​A Polícia de Segurança Pública realizou, através da sua página do Facebook, um inquérito sobre o programa “vigilância a residências” para verificar se os utilizadores conhecem esta iniciativa existente desde 2007, tendo respondido um total de 918.

Segundo a PSP, perto de 80% dos inquiridos afirmou desconhecer a existência do programa e 5% diz ter aderido à iniciativa.

As razões apontadas para a não adesão ao programa relacionam-se com o facto de não conhecerem o programa (72,7%) e de se esquecerem de comunicar (15,7%).

Entre os inquiridos que aderiram ao programa, 82,6% afirma que o fez presencialmente numa esquadra em detrimento da opção pelo registo através da internet.

Para aderir ao programa ““vigilância a residências”, os donos das casas têm de solicitar a vigilância através da internet (disponível em: https://veraoseguro.mai.gov.pt/default.aspx) ou entregar um requerimento na esquadra da PSP da área de residência.

A PSP explica que, a partir do momento da adesão, a Polícia "garante a vigilância das residências de forma regular e constante, verificando exteriormente se há indícios de introdução e, no caso de ser detetada alguma irregularidade, alerta de imediato o proprietário da habitação ou o seu representante".

Entre 2010 e 2014, a PSP registou mais de 31.000 pedidos de vigilância a residências, 99,94% das quais não foram assaltadas.

O programa existe desde 2007 e é uma iniciativa do Ministério da Administração Interna, tendo a GNR uma iniciativa semelhante.