O Tribunal da Feira aplicou esta sexta-feira penas de prisão efetiva, de três anos e meio a quatro anos, a um trio acusado de roubar e sequestrar um homem em zona de prostituição.

Os três arguidos, dois homens e uma mulher, com idades entre os 33 e os 45 anos, já tinham sido condenados no ano passado por situações semelhantes, estando atualmente a cumprir tempo de cadeia.

Os factos ocorreram em maio de 2013, quando o homem com cerca de 40 anos, terá sido abordada na zona de Pigeiros, Santa Maria da Feira, distrito de Aveiro, pelos suspeitos e forçada a revelar o código do cartão bancário, que aqueles utilizaram para levantar 160 euros numa caixa Multibanco.

O coletivo de juízes deu como provado praticamente todos os factos da acusação, condenando os arguidos por um crime de roubo qualificado e absolvendo-os de sequestro, por entender que o primeiro consome o segundo crime.

A pena mais pesada, quatro anos de prisão efetiva, foi aplicada ao elemento do sexo feminino, porque tinha acabado de sair da cadeia, quando ocorreram os factos descritos na acusação, enquanto os seus cúmplices foram condenados a três anos e meio de prisão efetiva.

Durante o julgamento, o único arguido que aceitou prestar declarações, negou a prática dos crimes que lhe eram imputados, assumindo que apenas pediram à vítima para pagar uma pretensa dívida, que rondaria os 60 euros, relacionada com os serviços prestados pela mulher.

No entanto, o juiz presidente disse que o arguido «acabou por corroborar tudo, sem se aperceber», realçando que «ninguém dá mais do que deve, a não ser que seja obrigado».

Os suspeitos foram detidos a 31 de maio de 2013 pela GNR, que explicou, em comunicado, que a mulher estaria a exercer a prostituição naquela zona, atraindo os clientes para locais isolados.

«Quando se encontravam na mata, em pleno ato sexual, as vítimas eram surpreendidas por dois indivíduos armados que roubavam todos os bens, nomeadamente dinheiro, cartões Multibanco e telemóveis», adiantava a GNR.

Na altura da detenção, as autoridades diziam ter registo de apenas três queixas, mas admitiam a possibilidade de haver mais vítimas, que só não que não tinham apresentado queixa por «quererem evitar a exposição pública».