O Tribunal de Instrução Criminal do Porto decretou prisão preventiva para três dos nove arguidos no processo "Fazenda Branca", apurou a TVI.  Os restantes seis ficaram com obrigatoriedade de apresentações periódicas.

Na última quarta-feira, a Polícia Judiciária do Porto, juntamente com o Ministério Público, acompanhados por elementos da Autoridade Tributária, realizaram mais de 30 buscas, a empresas e residências, no Grande Porto, em Lisboa, Coimbra e Braga, no âmbito deste processo, por suspeitas de fraude fiscal. 

Um dos arguidos que fica em prisão preventiva é o próprio dono do grupo "Feira dos Tecidos".  Outros dois ficaram em prisão preventiva e os restantes seis estão proibidos de contactar com os arguidos e de sair do país.

O advogado de quatro dos nove arguidos, Pedro Marinho Falcão, disse depois à Lusa que vai interpor recurso da medida da coação aplicada aos seus dois que ficaram em prisão preventiva.

A investigação a este caso envolve um conjunto de empresas que terá lesado o Estado em dezenas de milhões de euros em impostos - IVA e IRC. 

Na semana passada, nove pessoas foram detidas pela PJ, no âmbito desta operação, por suspeitas de fraude fiscal, branqueamento de capitais e associação criminosa.

Segundo a investigação, um conjunto de empresas era liderado pela "Feira dos Tecidos" e atuava em rede.

A TVI sabe que o grupo já tinha sido alvo, nos últimos anos, de buscas e de uma investigação também por fraude fiscal. 

O  grupo têxtil tem dezenas de estabelecimentos espalhadas pelo país, incluindo as lojas Uscita.