Cerca de meia centena de trabalhadores não docentes do Agrupamento de Escolas do Forte da Casa, em Vila Franca de Xira, voltaram hoje a manifestar-se contra a falta de pessoal, avisando que a segurança dos alunos “está comprometida”.

Pelo segundo dia consecutivo, a escola Secundária do Forte da Casa, em Vila Franca de Xira, no distrito de Lisboa, esteve fechada entre as 07:30 e as 10:30, devido à manifestação das trabalhadoras não docentes daquele agrupamento de escolas.

Em frente ao portão da escola estiveram novamente esta manhã concentrados professores, alunos, pais e trabalhadores não docentes, “numa luta para o interesse de toda a comunidade escolar”, segundo sublinhou à agência Lusa Francelina Pereira, do Sindicato em Funções Públicas.

Está aqui uma situação muito grave. Isto atingiu a rotura total. Todos estão conscientes de que são precisos mais trabalhadores. A segurança das crianças está em causa”.

A sindicalista referiu que a falta de auxiliares tem originado “ritmos elevados de trabalho” e também o não funcionamento de alguns serviços da escola. “Este agrupamento tem três escolas e os funcionários têm de rodar entre elas consoante as necessidades de cada momento. A semana passada foi preciso uma funcionária na papelaria de uma das escolas e na escola onde ela estava fechou. Ou abria num lado ou no outro”, exemplificou.

Em declarações à Lusa na quinta-feira, durante o primeiro dia de protesto, uma fonte da direção do agrupamento tinha confirmado que a situação vivida "é difícil".

Estamos a falar de quase 50 funcionários para quase 1.900 alunos. Os funcionários têm na sua maioria mais de 50 anos, sendo que há muitos de baixa médica ou com atestados de curta duração”.

Esta situação “põe em causa a segurança dos alunos”.

Em jeito de balanço, Francelina Pereira manifestou-se pouco confiante de que estes dois dias de protesto sirvam para “sensibilizar o Ministério da Educação para os problemas vividos naquele agrupamento, similares “aos que se vivem noutros agrupamentos de escolas, de todo o país”.

“Faço um balanço positivo, mas temo que o resultado seja nulo. O Ministério da Educação está-se a borrifar se a escola está aberta ou não. Acredito que as pessoas vão desmotivar porque isto não traz efeitos imediatos”, apontou.

Contactada pela Lusa, fonte do Ministério da Educação remeteu um eventual esclarecimento para mais tarde.

Nas três escolas do Agrupamento do Forte da Casa estudam cerca de 2.400 alunos.