O Governo pediu informações ao reitor da Universidade do Algarve sobre o caso envolvendo uma jovem estudante que terá entrado em coma alcoólico durante um ritual de praxe académica na praia de Faro, no Algarve, na passada quarta-feira. A informação foi avançado pelo Ministério da Educação, através de um comunicado enviado aos órgãos de comunicação social.

Depois de saber que já tinha sido aberto um processo de averiguações ao incidente, o Secretário de Estado do Ensino Superior pediu ao reitor que “transmitisse à estudante e à sua família os votos de rápido restabelecimento”.


Recorde-se que a caloira de 19 anos, do curso de Biologia da Universidade do Algarve, foi transportada de ambulância para o hospital de Faro, após sentir-se mal. Jovem já teve alta.

No comunicado o Ministério da Educação relembra o papel das instituições de ensino superior no sentido de atuarem para impedir a realização de praxes abusivas. Tal como, as associações académicas e de estudantes. Remetendo para as recomendações sobre praxes violentas divulgadas em 2014.

“Um estabelecimento de ensino superior tem o dever de atuar para impedir que sejam levadas à prática, nas suas instalações ou fora delas, praxes humilhantes e vexatórias, que podem originar exercícios de violência física e psíquica sobre estudantes, claramente restritivos dos seus direitos, liberdades e garantias”, lê-se no documento.


O executivo lembra também, “que está em curso uma campanha de sensibilização dos estudantes (“Diz não às praxes agressivas e violentas”) para que saibam reagir a abusos no âmbito das praxes. E que o endereço de correio electrónico praxesabusivas@mec.gov.pt, está aberto a famílias e estudantes que queiram denunciar, em plena confidencialidade, situações que entendam como desadequadas nesta matéria”.