A população de Samil, em Bragança, está há uma semana com falhas no abastecimento de água, uma situação que a Câmara Municipal classificou esta segunda-feira de “caricata e estranha” porque os depósitos estão cheios.

O presidente da Câmara, Hernâni Dias, explicou à Lusa que os serviços municipais estão no local, mas ainda não conseguiram detetar qual é a origem do problema que leva a que os residentes nesta aldeia, que é praticamente um bairro da cidade de Bragança, a terem problemas no abastecimento de água.

“É um problema que não tinha acontecido nunca. É uma coisa estranha porque se não houvesse água, logicamente justificar-se-ia não haver pressão. No caso concreto, como temos os depósitos cheios e não temos problemas com a quantidade de água é uma situação caricata, estranha que pretendemos identificar para poder resolver”, declarou.

Alguns dos afetados realizaram, no domingo, um ação simbólica de protesto ao tomarem banho junto do camião cisterna dos bombeiros que o município enviou para o local para atenuar as falhas no abastecimento.

Os queixosos dizem que não conseguem realizar as tarefas do dia-a-dia como usar eletrodomésticos ou tomar banho devido a este problema.

O autarca diz que “há situações que em determinados períodos têm água e depois verificasse que essa pressão já não existe”.

O edil admitiu o problema e que a autarquia ainda não conseguir soluciona-lo, apesar das tentativas para perceber a origem e a intervenção necessária.

“É um problema técnico seguramente porque nós não temos falta de água, bem contrário, temos imensa água, que isso fique claro, mas lamentavelmente temos tido ali pequenos períodos do dia em que em alguns pontos da aldeia não há pressão”, reiterou.

O presidente da Câmara reconhece também que “as pessoas têm tido alguns constrangimentos”, mas garantiu que “o município tem tido uma atenção especialíssima no tratamento deste assunto” e que já realizou diligências e até algumas pequenas intervenções na procura de soluções, embora até ao momento ainda não tenha obtido resultados.

“Ainda hoje durante todo o dia, os serviços municipais têm estado no local para percebermos a forma de resolver este pequeno problema”, acrescentou.

O autarca não soube concretizar o número de pessoas afetadas. Na aldeia falasse em cerca de uma centena de famílias.

Na mesma zona existem duas residências para idosos que, contactadas pela Lusa, garantiram não estarem a ser afetadas pelo problema.

A Fundação Betânia explicou que tem origem de abastecimento própria e o Palácio da Sabedoria assegurou que não tem “havido falhas de água” na instituição.