O Ministério Público (MP) acusou 29 pessoas de associação criminosa e de falsificação de documentos no âmbito de um processo de venda de certificados de habilitações literárias, anunciou esta terça-feira a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL).

Numa nota publicada no seu site, a PGDL frisa que «ficou indiciado que o principal arguido organizou um grupo estruturado com a finalidade de forjar documentos falsos - designadamente certificados de habilitações literárias - para serem vendidos a imigrantes em situação ilegal, que os utilizaram para a obtenção indevida da nacionalidade portuguesa».

Os arguidos terão auferido com a «atividade criminosa, entre 2011 e 2012, um montante não inferior a 51.790 euros».

Os suspeitos, além de portugueses, são oriundos da Guiné-Bissau, Senegal, Mali, mas sobretudo da Guiné-Conacri.

O principal arguido encontra-se em prisão preventiva.