“Perguntaram-me como era capaz de usar decotes tão profundos. E eu respondi: já que o ganhei, também tenho gosto em o exibir”, afirmou Alexandra Silva, sobrevivente de cancro da mama.

Alexandra Silva é uma das “Faces do Cancro”, um vídeo que junta diversas pessoas que lutaram contra o cancro à sua maneira: sobreviventes e profissionais. Porque o cancro é uma “luta de todos nós”, como explicou Gabriela Sousa, presidente da Sociedade Portuguesa de Oncologia, esta quinta-feira, no Diário da Manhã da TVI.

Neste dia mundial, olhemos para os números. Em Portugal, uma em cada quatro mortes em 2013 deveram-se a cancro, proporção que chega a mais de duas em cada três (40%) nas pessoas com menos de 65 anos, segundo dados do Eurostat. Conheça os outros números.

 

A luta contra os números
 

“Quando se fala de cancro, fala-se de números muito avassaladores, e nós quisemos mostrar a outra face, que é as pessoas que vão conseguindo fazer a sua vida perfeitamente normal, que recuperam muitas vezes mais força de viver”, defendeu Gabriela Sousa.

 

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“Quisemos neste dia da Luta Mundial Contra o Cancro salientar o aspeto positivo desta doença e dizer às pessoas que não tenham medo”, porque “se nós detetarmos precocemente esta doença, ela pode ser curada”, reiterou. É o que Alexandra, José e Juliana explicam no vídeo.

 

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Por exemplo, um exame simples, como a mamografia, pode salvar muitas mulheres. Este exame de rastreio ainda não está acessível a todas as mulheres portuguesas. Falta o acesso ao programa de rastreio do cancro da mama para as mulheres de Lisboa e Setúbal, uma realidade que a Liga Portuguesa Contra o Cancro quer contrariar. No dia em que assinala a luta contra a doença, é entregue no Parlamento uma petição para que todas as mulheres tenham acesso a mamografia.

“Passar por esta doença deixa marcas, mas quem passa por ela nunca mais fica igual, e consegue aproveitar mais dos momentos bonitos da vida”. E a oncologista acrescentou: “E nós também, do outro lado, enquanto profissionais, também fazemos isso. Como todos os dias lidamos com histórias difíceis, acabamos por relativizar e aproveitar os momentos melhores da nossa vida”.

 

Prevenção, prevenção, prevenção

A luta contra o cancro é uma “luta da sociedade” e que pode começar em casa. E que pode começar cedo. Gabriela Sousa explicou que, quando os pais incutem hábitos de vida saudável aos filhos, uma alimentação equilibrada, a prática de exercício, estão a ajudá-los no futuro. Dar o exemplo aos filhos e não consumir álcool e tabaco, pode estar a escrever um futuro sem cancro.