A Polícia Judiciária, em conjunto com a PSP do Porto, está a realizar buscas a várias claques de futebol, por suspeitas de posse e venda de material explosivo. Foram realizadas 34  buscas, no norte e centro do país, incluindo Barcelos, Chaves, Santa Maria da Feira e Porto.

Em causa estão suspeitas de venda e posse de material explosivo por parte de claques do Vitória de Guimarães. Decorre também uma investigação sobre o ataque feito ao autocarro do Sporting Clube de Braga, em janeiro.

Um vigilante do Estádio do Dragão está também a ser investigado, por ser suspeito de fornecer material explosivo à claque dos Superdragões. As buscas estendem-se, ainda, às fábricas de pirotecnia que vendem material às várias claques.

Depois de um ano de investigação e milhares de horas de escutas telefónicas, a TVI sabe que já foi apreendido algum material, foram emitidos vários mandatos de buscas e já há mesmo detenções consumadas. 

Entretanto, a PJ emitiu um comunicado sobre esta "Operação Petardo", atualizando que foram detidas seis pessoas por mandado e dois suspeitos em flagrante delito. Os detidos, com idades entre os 27 e os 53 anos, vão ser presentes a primeiro interrogatório judicial para aplicação de medidas de coação.

Foram identificadas atividades ilícitas relativas ao fabrico e venda de artigos pirotécnicos, ao tráfico de armas e a comercialização e utilização de petardos e tochas de fumo em recintos desportivos".

Aquela força policial confirma que "estão ainda em investigação os incidentes ocorridos em janeiro passado, em Braga, após o jogo de futebol entre o Sporting Clube de Braga (SCB) e o Vitória Sport de Guimarães (VSC), em que foi atingido, com disparo de arma de fogo, o autocarro que transportava funcionários da empresa de segurança que presta serviço no estádio do SCB".

Em causa está o crime de "detenção de armas proibidas, nomeadamente, rastilho e engenho para lançamento de artigos pirotécnicos".