A Associação Portuguesa de Técnicos de Segurança e Proteção Civil (ASPROCIVIL) exigiu esta terça-feira mais informação, fiscalização e formação para evitar as explosões de gás em habitações, um «drama» que desde 2011 já matou «pelo menos» 15 pessoas em Portugal.

Em declarações à Lusa, o presidente da ASPROCIVIL, Ricardo Ribeiro, acrescentou que naquele período foram ainda contabilizados mais de 40 feridos graves.

Sublinhou que estes números «pecam, certamente, por defeito», já que resultam de uma pesquisa que ele mesmo fez na comunicação social.

«O problema é que informação aos utilizadores não há, a fiscalização é nula e a formação dos próprios técnicos é pouco exigente, e esta é uma combinação explosiva. E volta e meia temos notícia de mais um caso, de mais uma morte, de mais feridos graves», acrescentou.


Esta terça-feira, uma explosão numa habitação na freguesia de Espinho, Braga, presumivelmente originada por uma fuga de gás, provocou queimaduras graves num casal e nos seus dois filhos menores.

«A ASPROCIVIL não aceita nem entende a fraca ação das entidades responsáveis, que permite a continuação destes acidentes, em que as vítimas são, normalmente, cidadãos completamente alheios aos riscos e funcionamento das instalações de gás», refere um comunicado emitido pela associação e enviado à Lusa.

Sublinha que informação, fiscalização, formação e credenciação são as «palavras-chave» para travar aquilo que classifica como um «drama».

Por isso, apela a distribuidores, construtores civis, condomínios de edifícios, proprietários particulares e empresariais e à entidade reguladora do setor «para que se concentrem na divulgação de medidas de prevenção, fiscalização, informação e acompanhamento das infraestruturas junto dos utilizadores».

Como medidas práticas, a associação aconselha, nomeadamente, que, na instalação de gás, se utilize mangueiras certificadas e dentro do prazo de validade e que a cada dois anos toda a instalação seja revista por um técnico competente e certificado, a fim de sanar qualquer defeito que ponha em risco sua segurança.

Não tentar eliminar um eventual vazamento de maneira improvisada, como, por exemplo, com sabão ou cera, é outro dos conselhos deixados pela ASPROCIVIL.