A média das notas dos exames do 12.º ano das escolas públicas é negativa enquanto a das privadas é positiva, mas a diferença é de apenas 1,3 valores, segundo dados do Ministério da Educação e Ciência.

São João de Brito consegue melhor média nacional

A média dos exames nacionais realizados no passado ano letivo pelos alunos das escolas públicas foi de 9,43 valores (numa escala de zero a 20), de acordo com uma análise feita pela agência Lusa aos resultados das provas realizadas pelos estudantes do 12.º ano.

Já a média das notas nos estabelecimentos particulares e cooperativos foi de 10,71 valores.

Também as notas atribuídas aos seus alunos pelo trabalho realizado ao longo do ano (a nota interna) são superiores no ensino privado: a média nacional nas escolas particulares é de 14,61 valores, enquanto no ensino público a média desce para 13,38 valores.

No total, a Lusa contabilizou os exames realizados por alunos do 12.º ano de 494 escolas públicas e 126 privadas.

Escolas Públicas registam as maiores subidas nos rankings

As dez escolas que mais subiram este ano nos rankings são todas públicas enquanto os estabelecimentos onde as notas médias dos exames do 12.º ano mais desceram misturam públicas e ensino particular e cooperativo.

Ao avaliar apenas os estabelecimentos com mais de cem exames nacionais realizados, a lista da Lusa analisou a evolução dos resultados em 475 escolas.

A Secundária Tomaz Pelayo, em Santo Tirso, foi o estabelecimento que mais subiu na lista baseada em dados do Ministério da Educação e Ciência (MEC), ao passar de um 406.º lugar para o 138.º.

Apesar da melhoria, a escola de Santo Tirso manteve uma média negativa: A média dos exames realizados pelos alunos daTomaz Pelayo subiu de 9,04 para 9,87 valores.

Os estudantes do 12.º ano da Escola Secundária de Vila Verde, em Braga, também tiveram uma média de 9,8 valores nos exames nacionais, o que permitiu ao estabelecimento subir de 392.º lugar para 154.º. A subida de 238 lugares colocou a escola em segundo lugar deste ranking.

Os alunos da Secundária Henrique Medina, em Esposende, da Campos de Melo, na Covilhã, e da Secundária de Alfena, em Valongo, foram responsáveis por colocar também estes estabelecimentos entre os que registaram melhorias de nota mais significativas.

A Secundária Jaime Cortesão, em Coimbra, a Amato Lusitano, em Castelo Branco, e a Secundária de Felgueiras também se destacaram ao subir mais de 150 posições.

A lista das escolas cujas médias mais desceram junta seis públicas e quatro privadas: A Secundária de Maximinos, em Braga, surge em primeiro lugar com uma descida 318 lugares, ao passar de uma média positiva de 10,7 valores para uma média negativa de 8,31 valores.

Com uma descida de 241 lugares aparece a Secundária da Boa Nova - Leça da Palmeira, logo seguida pela Secundária de D. Dinis, em Lisboa, que desceu 216 posições.

Seguem-se as escolas de Oliveira do Douro, que desceu 215 lugares, e o Colégio de D. Dinis, no Porto, uma escola particular e cooperativa que desceu 211 posições.

A Secundária D. Pedro V, em Lisboa, desceu 208 lugares no ranking, ao baixar a média de 10,7 para 9 valores.

Seguem-se três estabelecimentos particulares e cooperativos: Colégio Dr. Luís Pereira da Costa (Leiria), Instituto D. João V (Pombal) e Escola Salesiana de Manique (Cascais), que passaram de médias positivas para negativas.