A região do Pinhal Interior Sul, onde estão localizadas Sertã e Proença-a-Nova, era em 2013 a mais envelhecida da Europa, com a proporção de idosos a representar quase um terço da população total, divulgou o Eurostat.

Segundo o gabinete oficial de estatísticas da União Europeia, que publica estes dados a propósito do início da Semana Europeia das Cidades e Regiões, em Bruxelas, o ano passado 32,4% da população do Pinhal Interior Sul (que engloba os concelhos de Vila de Rei, Oleiros, Sertã e Proença-a-Nova) tinham mais de 65 anos, o que tornava esta região a mais envelhecida da União europeia (UE). Em segundo lugar aparecia a região grega de Evrytania, com 32,2% de idosos.

Também a região portuguesa da Beira Interior Sul (no Centro de Portugal e que abarca Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Penamacor e Vila Velha de Ródão) estava entre as mais envelhecidas, com 27,9% de população idosa.

Já as regiões com mais jovens (menos de 15 anos) da UE estão nos Estados-membros com mais elevadas taxas de natalidade e fertilidade, sendo que a mais jovem se situa em França (a Guiana, com 34,4% de jovens até aos 15 anos), seguida de uma região na Irlanda (Mid-East, com 24,8%). Espanha e Reino Unido também têm das regiões mais jovens na Europa, com Melilla (23,3%) e Blackburn with Darwen (22,2%), respetivamente.

Em Portugal, a região mais jovem é o arquipélago dos Açores com 17,5% de jovens com menos de 15 anos.

Já em termos de destinos turísticos, a região espanhola insular das Canárias foi a que registou maior número de dormidas na UE em 2013 (89,8 milhões), seguida da Ilha de França (onde se situa Paris, com 77,5 milhões). Estão ainda entre os cinco principais destinos turísticos europeus as regiões espanholas da Catalunha (cuja capital é Barcelona, com 70,5 milhões) e Ilhas Baleares (65,3 milhões) e também a região croata de Jadranska Hrvatska (61,8 milhões).

A região mais turística em Portugal em 2013 foi o Algarve, com 16,6 milhões de dormidas, seguida de Lisboa, com 11,7 milhões de noites dormidas por residentes e não residentes.

Já entre as regiões com mais população estrangeira a viver, destacam-se na UE o Luxemburgo (com 63,8% de população residente estrangeira), Bruxelas (na Bélgica, com 33,8%) e Riga (na Letónia, com 26%).

Já a capital portuguesa, Lisboa, tinha em 2011 (últimos dados disponíveis) 6,3% de população estrangeira a viver.

O presidente da Câmara de Proença-a-Nova disse, entretanto, esperar que a União Europeia (UE) obrigue o Governo português a «fazer alguma coisa» em relação ao envelhecimento da população no seu concelho.

«A nossa esperança é que a UE, olhando para os dados sobre o envelhecimento da população na região do Pinhal Interior Sul e, nomeadamente, no concelho de Proença-a-Nova, obrigue o Governo a fazer alguma coisa por estes territórios», afirmou João Paulo Catarino à agência Lusa.

«Nós já fazemos o nosso papel. Oferecemos habitação, manuais escolares, transportes. Não podemos oferecer emprego», sublinhou.

Segundo o autarca, o que está em causa é uma «ausência completa de políticas descentralizadoras e de desenvolvimento regional nestes territórios durante as últimas três décadas».

Adiantou também que «o Estado demitiu-se das suas funções para desenvolver o país como um todo».

Defendeu ainda que deve haver uma majoração para os investimentos públicos e privados nas regiões do interior.