O presidente da Câmara de Proença-a-Nova disse, entretanto, esperar que a União Europeia (UE) obrigue o Governo português a «fazer alguma coisa» em relação ao envelhecimento da população no seu concelho.

«A nossa esperança é que a UE, olhando para os dados sobre o envelhecimento da população na região do Pinhal Interior Sul e, nomeadamente, no concelho de Proença-a-Nova, obrigue o Governo a fazer alguma coisa por estes territórios», afirmou João Paulo Catarino à agência Lusa.

«Nós já fazemos o nosso papel. Oferecemos habitação, manuais escolares, transportes. Não podemos oferecer emprego», sublinhou.

Segundo o autarca, o que está em causa é uma «ausência completa de políticas descentralizadoras e de desenvolvimento regional nestes territórios durante as últimas três décadas».

Adiantou também que «o Estado demitiu-se das suas funções para desenvolver o país como um todo».

Defendeu ainda que deve haver uma majoração para os investimentos públicos e privados nas regiões do interior.