Um estudo liderado por uma universidade britânica concluiu que mulheres que realizam mamografias regulares, entre os 40 e os 59 anos, reduzem em 40% a possibilidade de morrer de cancro da mama. Quando o exame não é realizado num período superior a dois anos o risco aumenta 23%.

“O cancro da mama continua a ser um grave problema de saúde pública. É uma doença com elevada incidência. Estima-se que uma em cada nove mulheres vá ter na sua vida a notícia de ter um cancro de mama”, afirma Andreia Rodrigues, ginecologista, à TVI24. “Por outro lado, está ligado a uma elevada taxa de mortalidade. Continua a ser a principal causa de morte entre as mulheres da União Europeia entre os 35 e os 45 anos de idade”.


Em Portugal, surgem 4.500 novos casos por ano e, em média, morrem quatro mulheres com a doença por dia. 

Ao longo dos anos, alguns riscos têm sido associados às mamografias, mas os especialistas garantem que o perigo de cancro é muito maior se os exames não forem realizados. O estudo realizado comprova que a melhor forma de prevenir e tratar a doença continua a ser o diagnóstico precoce, especialmente em mulheres mais velhas.

“A maior parte das mulheres julga que a vigilância ginecológica está apenas no período em que pensam ter filhos, mas a vigilância ginecológica torna-se especialmente importante a partir dos 50 anos e deve ser mantida também a partir dos 70”, garante a ginecologista, apontando para a redução da taxa de mortalidade em mulheres entre os 70 e os 74 anos, quando vigiadas regularmente.


A especialista alerta também para a importância do acompanhamento regular médico, especialmente se existe historial de cancro na família. Os fatores de maior risco para o desenvolvimento da patologia continuam a ser “a proximidade familiar e o número de casos, assim como a idade em que foram diagnosticados”.