A ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, manifestou hoje «pesar e consternação» pelo assassinato da advogada Natália de Sousa, ocorrido na terça-feira, no seu escritório em Estremoz, e cujo alegado autor foi detido pela PSP.

Estremoz: advogada foi espancada até à morte

«Foi com pesar e consternação que tomei conhecimento do assassínio¿ de Natália de Sousa, ¿ilustre advogada, em Estremoz, no seu escritório, no cumprimento do dever que um dia jurou cumprir e que cumpria: defender o cidadão», escreve a ministra.

Suspeito de matar advogada ouvido quinta-feira por juiz

Numa mensagem hoje divulgada e enviada à agência Lusa, Paula Teixeira da Cruz lamentou a morte da causídica «no desempenho da profissão que abraçou, tornando-se alvo dos que desprezam a Verdade e a Justiça. Justiça que se fará».

«Natália de Sousa morreu porque patrocinava uma mulher num caso de divórcio. A cumprir o seu dever. A defender a sua cliente», acrescentou a ministra.

Endereçando também à família da advogada assassinada o seu «sentimento de partilha e dor, que não tem palavras¿», a governante que tutela a pasta da Justiça dirigiu-se ainda a todos os causídicos.

«A todos os meus colegas de profissão, que lutam diariamente, deixo um sentimento de profunda solidariedade nesta hora de dor. À Ordem dos Advogados endereço o meu pesar e disponibilidade para juntos envidarmos esforços para a melhor proteção do advogado», pode ler-se na mensagem.