Os sindicatos da PSP decidiram esta terça-feira enviar ao Ministério da Administração Interna (MAI) uma proposta conjunta sobre o estatuto profissional desta força policial, considerando que há questões de que «não vão abdicar».

Os representantes dos sindicatos da Polícia de Segurança Pública estiveram reunidos hoje à tarde na sede da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), em Lisboa, para fazerem um balanço da primeira ronda negocial com a ministra da Administração Interna sobre o futuro estatuto profissional, cuja proposta apresentada pelo MAI gerou descontentamento entre os polícias.

O presidente da ASPP, Paulo Rodrigues, disse à agência Lusa que os sindicatos da PSP vão enviar à ministra uma proposta conjunta, que vai conter «questões importantes» e que «têm de ficar clarificadas no estatuto».

Passagem automática à pré-reforma aos 55 anos e à reforma aos 60 anos, reconhecimento da condição policial, manutenção das 36 horas de trabalho semanal e dos atuais 25 dias de férias são os pontos consensuais entre os sindicatos da PSP, que vão constar da proposta conjunta a apresentar ao MAI.

O presidente do Sindicato Nacional da Polícia (Sinapol), Armando Ferreira, disse à Lusa que estas «matérias são transversais e que os sindicatos não vão abrir mão, nem abdicar» delas.

Paulo Rodrigues e Armando Ferreira destacaram a união e coesão entre todos os sindicatos da PSP em torno de um documento.

Sobre futuras ações de luta dos polícias, Armando Ferreira adiantou à Lusa que essa possibilidade está «nas mãos da ministra e não dos sindicatos».


Os sindicatos da PSP vão voltar a encontrar-se após as próximas reuniões com a ministra da Administração Interna, Anabela Rodrigues, que ainda não estão marcadas.

Após a primeira ronda negocial com os sindicatos, a ministra Anabela Rodrigues comprometeu-se, em comunicado, a analisar as propostas apresentadas pelos sindicatos e a marcar novas reuniões negociais.