O reitor do Santuário de Fátima revelou que não estão a ser feitas recomendações aos peregrinos devido ao vírus do ébola, porque os alertas são «ótimos para lançar o pânico» mas não protegem as pessoas.

«As autoridades têm o cuidado, por exemplo, nos aeroportos e noutros pontos de entrada em fazer esse tipo de controlo - isso foi-nos dito - nomeadamente em relação a peregrinos que vêm a Fátima. Não nos foram sugeridos avisos ou recomendações a dar aos peregrinos, porque de facto isso pode provocar um alerta, mas não torna mais segura a presença dos peregrinos», disse Carlos Cabecinhas.

O reitor adiantou que o santuário prepara «cada peregrinação no diálogo com as autoridades de saúde e com a Proteção Civil».

«Também em relação a este vírus do ébola, a preparação que foi feita foi precisamente a preparação que no diálogo com essas entidades nos foi sugerida como conjunto de procedimentos e protocolos a ter em conta», referiu, esclarecendo que o santuário não tem iniciativas dado não terem sido feitas «propostas nesse sentido».

Para Carlos Cabecinhas, «não há interesse em provocar pânico em relação ao perigo de contágio».

«Há interesse, sim, em sermos cuidadosos e esse sermos cuidadosos passa necessariamente por esse tipo de protocolos que nos são sugeridos e que vamos seguindo», acrescentou, sem especificar, considerando que «os alertas são ótimos para lançar o pânico, mas não protegem, de facto, os peregrinos».

Questionado se o santuário vai ter alguma observação na comunhão, o sacerdote informou «não ter qualquer recomendação nesse sentido».

O reitor do santuário falava na conferência de imprensa que antecedeu o início da peregrinação internacional aniversária ao templo, 97 anos após os acontecimentos na Cova da Iria.

Milhares de fiéis são esperados este domingo e na segunda-feira no Santuário de Fátima, alguns de países que contam com casos de ébola.