«A investigação apurou que este grupo adquiria viaturas de elevado valor que, depois, eram utilizadas na simulação de acidentes automóveis, com o propósito de, posteriormente, serem reclamadas elevadas quantias monetárias das companhias de seguros, onde tais veículos se encontravam segurados com apólices que cobriam todos os riscos, incluindo danos próprios», explica a PJ, em comunicado.

Fonte da PJ disse à agência Lusa que os arguidos recorriam a este esquema ilícito como «modo de vida» desde, pelo menos, 2012, tendo lesado as seguradoras em «muitas dezenas de milhares de euros». As companhias de seguro pagavam o valor da perda total das viaturas, as quais eram depois recuperadas pelos suspeitos

A PJ acrescenta no comunicado que as viaturas «eram registadas em nomes de testas de ferro, que figuravam igualmente como tomadores dos seguros, tratando-se, por regra, de indivíduos que se encontravam em difícil situação económica e que se predispunham a autorizar a utilização do seu nome a troco de uma compensação monetária».

Segundo a mesma fonte da PJ contactada pela Lusa, além da detenção dos três principais suspeitos, já foram constituídas arguidas «algumas pessoas» que facultaram os nomes ao grupo para a prática das burlas.

Os três homens, com idades entre 42 e 51 anos, suspeitos de serem os responsáveis pelo grupo, foram detidos durante a denominada «Operação Carnaval».

Os detidos, dois deles já com antecedentes criminais pelo mesmo tipo de ilícitos, vão ser hoje presentes a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação.

A investigação esteve a cargo da Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo, da PJ.