As mensagens evocando Urbano Tavares Rodrigues têm-se sucedido ao longo do dia lembrando o a figura da cultura portuguesa falecida nesta sexta-feira, aos 89 anos.

A Sociedade Portuguesa de Autores expressou «o seu mais profundo pesar pelo falecimento» do escritor referindo-se a Tavares Rodrigues como «escritor notável e plurifacetado, grande combatente pela liberdade e cooperador dedicado da SPA».

José Luís Peixoto lembra Tavares Rodrigues como uma pessoa para quem a escrita era «absolutamente vital, era uma forma de respirar, era uma forma de viver».

José Jorge Letria, autor e presidente da SPA lembrou Tavares Rodrigues como um «criador inspiradíssimo e multifacetado» e «uma das grandes figuras intelectuais e cívicas portuguesas do século XX e princípio do século XXI, um homem de uma enorme integridade moral e intelectual».

A escritora Dulce Maria Cardoso afirmou que a obra de Urbano Tavares Rodrigues «ficará para sempre» e que «perde-se é o homem bom que ele foi, e o convívio».

O presidente da Associação Portuguesa de Escritores (APE), José Manuel Mendes disse que Urbano Tavares Rodrigues foi «um irredutível combatente da liberdade que soube pôr-se em causa ao longo de um vasto percurso».

O escritor Mário Cláudio classificou Tavares Rodrigues como uma «figura importantíssima» da literatura portuguesa «sempre presente na vida».

Para o tamabém escritor Batista-Bastos, Tavares Rodrigues «faz parte de uma parte importante da História de Portugal, não é da resistência é da honra, da decência, da dignidade».

O escritor Mário de Carvalho realçou a «capacidade de trabalho» e «o espírito de resistência» de Urbano Tavares Rodrigues, que «se fez sentir durante toda a vida e que marcou mais do que uma geração».

«Esteve sempre presente na vida e isso é que é muito importante», salienta Mário Cláudio que o destaca como «um exemplo de profissionalismo», porque «escreveu até ao fim».

«Dotado de rara sensibilidade e de profundo humanismo, Urbano Tavares Rodrigues não era apenas o escritor e o artífice da palavra cuja originalidade se desdobrou em dezenas de obras de ficção inesquecíveis. Era também um académico brilhante, que mereceu justamente a estima e o afeto de gerações de alunos», declarou Cavaco Silva.

A presidente da AR manifestou «tristeza pela morte» de que deixa «o registo de uma inigualável finura, no dizer e no olhar».

O primeiro-ministro expressou «profundo pesar pelo falecimento» da «personalidade cultural de reconhecido mérito» e autora «de uma obra literária em diferentes géneros e marcante no contexto cultural e social das últimas seis décadas».

O secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, afirmou que o escitor «deixa a sua marca no modo corajoso como soube defender os seus princípios e a sua militância política».

O PCP lamentou a morte do escritor português através do diretor do «Avante!» com José Casanova a frisar a «perda irreparável para a cultura portuguesa» de um autor cuja obra está marcada pelos valores da «liberdade, da justiça social, da fraternidade».

«O desaparecimento de Urbano Tavares Rodrigues deixa mais pobres a democracia e a cultura portuguesas», declarou o PEV, em comunicado.

«Quero em nome pessoal e do PS lamentar a morte de Urbano Tavares Rodrigues. Um escritor e um cidadão exemplar», afirmou António José Seguro em nota emitida.

CGTP evoca Urbano tavares Rodrigues como um «lutador e resistente antifascista», um «homem de grande integridade humana e intelectual».

[artigo atualizados às 18:58]