A Federação Regional das Associações de Pais (FRAP) de Viseu denunciou hoje que no agrupamento de escolas de Sátão estão a ser constituídas três turmas do primeiro ciclo de forma ilegal, por não respeitarem o número de alunos.

Em declarações à agência Lusa, Rui Martins, da FRAP, explicou que “as turmas do primeiro ciclo podem ir até 26 alunos, mas se incluírem alunos com necessidades educativas especiais só podem ter, no máximo, 20”.

“Soubemos que, neste momento, há turmas que estão a ser constituídas com 24 e 25 alunos, tendo dois ou mais alunos necessidades educativas especiais. Isto é de uma ilegalidade tremenda, não pode acontecer”, frisou.


Na opinião de Rui Martins, “o que está a acontecer no agrupamento de escolas de Sátão” deve verificar-se também noutros pontos do país.

“Isto está a ser feito tendo em conta os limites que o ministério está a impor em termos do número de turmas, independentemente da sua natureza. Neste momento, as instruções são para não abrirem mais turmas, por causa da contenção de custos”, lamentou.

O dirigente associativo criticou o Governo por continuar “a querer desinvestir na escola pública, não olhando a meios para atingir os fins”.


Contactado pela Lusa, Ricardo Almeida, da direção do agrupamento de escolas de Sátão, admitiu o problema na constituição das turmas, mas frisou que “ainda estão em fase de preparação, não há nada definitivo”.


“Fizemos uma exposição para os serviços regionais no sentido de ver se há necessidade de criar uma quarta turma. Agora, teremos que aguardar”, afirmou.

Segundo Ricardo Almeida, se tal não for possível, a constituição de turmas com mais alunos “é uma possibilidade” ou então “a constituição de turmas mistas”.

O dirigente prevê que durante o mês de agosto os pais possam ficar a conhecer a constituição das turmas.