O ministro da Educação, Nuno Crato, admitiu, esta sexta-feira, no Parlamento que o apoio extraordinário prestado no final do ano letivo aos alunos com dificuldades poderá ser mais longo em 2014.

Este ano, os alunos do 4.º ano em risco de chumbar ficaram mais duas semanas nas escolas para repetirem a prova final, medida que no próximo ano será extensiva ao 6.º ano.

Durante uma audição na Comissão de Educação e Ciência, Nuno Crato afirmou que serão avaliados os resultados do apoio às crianças do 4.º ano e que está já prevista a aplicação da medida ao 6.º ano, podendo vir a ser determinado um período mais longo do que atual.

O prolongamento do ano letivo para estas crianças foi introduzido este ano, juntamente com a prova final do 4.º ano.

O ministro refutou as críticas da oposição, alegando que os exames dos alunos mais novos decorreram «com tranquilidade» e que o apoio foi bem recebido pelos alunos, pelos pais e pelos professores do 1.º Ciclo que acompanharam as crianças.

No início da sessão, o ministro foi confrontado pelo PS com a preparação do próximo ano letivo. «Estamos ainda a recuperar de um período de greve, mas as escolas estão a trabalhar bem com os diretores e os professores e o ano letivo está a ser preparado da forma que deve ser preparado», disse