O perfil de competências que um aluno deve ter à saída da escolaridade obrigatória (12.º ano) vai ser definido por um grupo de trabalho criado pelo Ministério da Educação, que será coordenado pelo antigo ministro Guilherme d’Oliveira Martins.

Sendo certo que, nos últimos anos, tem havido trabalho curricular sobre disciplinas, esse trabalho tem sido feito de forma fragmentada, sem que seja claro qual o contributo de cada disciplina para o todo. Torna-se assim necessária a construção de um perfil que permita uma gestão flexível, contextualizada e integrada do currículo, em linha com os projetos internacionais de definição de um perfil de aprendizagens essenciais, de competências sociais e relacionais, que se consubstanciem numa predisposição para aprender ao longo da vida”, explicou esta segunda-feira o Ministério da Educação (ME), em comunicado.

O perfil de referência será definido pelo grupo de trabalho nomeado, por despacho, pelo secretário de Estado da Educação, coordenado pelo ex-ministro da Educação e atual administrador da Fundação Calouste Gulbenkian, Guilherme d’Oliveira Martins, e do qual fazem ainda parte Teresa Calçada, ex-coordenadora da Rede de Bibliotecas Escolares, Rui Vieira Nery, musicólogo e investigador da Universidade Nova de Lisboa, José Vítor Pedroso, diretor-geral da Educação, e professores do ensino básico e secundário, entre outros.

O grupo de trabalho terá ainda um grupo de consultores, “para assegurar a articulação deste perfil com as melhores práticas internacionais, com a educação dos 0 aos 6 anos, com a educação especial e inclusiva e com a aprendizagem ao longo da vida”.

Entre eles estão Andreas Schleicher, diretor executivo da OCDE para a Educação e Competências, Joaquim Azevedo, professor da Universidade Católica, membro do Conselho Nacional de Educação e doutorado em Ciências da Educação.

Entre o grupo de consultores estão ainda David Rodrigues, da associação Pró-Inclusão, e Alexandra Marques, da Fundação Aga Khan.