A falta de funcionários na escola secundária Clara de Resende, no Porto, forçou a direção do agrupamento a «interromper» nas tardes de hoje e de sexta-feira o normal funcionamento das atividades.

Num «aviso importante» colocado na sua página da internet, a direção do agrupamento de escolas Clara de Resende informa que «não consegue assegurar a segurança dos seus alunos no edifício sede», na rua 1.º de Janeiro, devido à falta de funcionários.

Por esse motivo, acrescenta, é «forçada a interromper o normal desenrolar das atividades» nas tardes de hoje e de sexta-feira.

Em resposta escrita enviada à agência Lusa, o Ministério da Educação e da Ciência (MEC) afirma que «até hoje» o agrupamento de escolas Clara de Resende «estava dotado de 28 assistentes operacionais».

O ministério refere também que apenas «hoje a direção da escola» informou a Direção de Serviços da Região Norte (DSRN) «sobre o horário de funcionamento das turmas num dos estabelecimentos de ensino do agrupamento e o número atualizado de alunos numa das escolas».

Na sequência desta informação dada pela direção do agrupamento, «a DSRN atribuiu hoje 44 horas diárias (contrato a tempo parcial)», ou seja, autorizou já a contratação a tempo parcial de mais funcionários, até ao máximo de 44 horas por dia.

«Compete à direção do agrupamento, decorrente das competências próprias que legalmente lhe estão atribuídas, proceder a uma gestão equilibrada dos recursos humanos não docentes disponíveis», adverte o MEC, garantindo ainda que «todas as situações de défice estão a ser objetiva e cuidadosamente analisadas e a ser supridas, quando comprovadas com essas necessidades».