O programa +Superior atribuiu 1.001 bolsas, o que não foi foi suficiente para responder à procura. Este programa, que visa apoiar a fixação de estudantes do ensino superior nas regiões do interior, acabou por excluir 362 candidatos.

Os dados estatísticos divulgados esta quarta-feira na página da Direção-Geral do Ensino Superior (DGES) mostram que, às mil vagas a uma bolsa de 1.500 euros anuais ao abrigo do programa +Superior concorreram 1.507 candidatos, dos quais 1.363 eram elegíveis para receber esse apoio. Desse total, 362 foram excluídos, tendo sido necessário criar uma vaga adicional às mil inicialmente previstas para resolver uma situação de empate entre candidaturas.

Em termos geográficos, foi nas instituições de ensino superior da região centro que mais bolsas foram atribuídas, com 400 candidaturas deferidas entre universidades e politécnicos abrangidos. No norte foram entregues 301 bolsas, e no Alentejo 300.

Entre as exclusões a este apoio do Estado, é a região norte que regista mais pedidos indeferidos, com 208 candidatos afastados. A região centro deixou de fora 133 candidatos e o Alentejo 21.

Em termos de instituições, as três universidades que integram o conjunto de 12 organismos de ensino superior abrangidos pelo programa +Superior – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Universidade da Beira Interior e Universidade de Évora – recolhem sozinhas quase metade das candidaturas, com 663 candidatos que representam 48,6% do total de 1.363 candidaturas válidas.

Já no que diz respeito a candidaturas excluídas, as três universidades representam 76,5% do total de 362 candidaturas a este apoio, com 277 estudantes a verem negada a atribuição de uma bolsa nestas instituições.

A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro recebeu 279 candidaturas para 128 bolsas disponíveis, deixando de fora 151 candidatos; na Universidade da Beira Interior registaram-se 236 candidaturas a 130 bolsas disponíveis, excluindo 106 candidatos; e na Universidade de Évora houve 148 candidatos para as 128 bolsas disponíveis, com 20 alunos a verem este apoio ser-lhes negado.

Por outro lado, seis institutos politécnicos tiveram candidatos em número inferior às bolsas disponíveis, salienta a agência Lusa. O instituto politécnico de Tomar é aquele que apresenta um menor número de interessados face às bolsas disponíveis, com 39 candidaturas apresentadas a 80 bolsas possíveis.

Devido aos casos de bolsas de estudo sobrantes procedeu-se a uma redistribuição do número de bolsas a atribuir por cada instituição para aumentar a capacidade de resposta naquelas onde a procura superava a oferta.

Assim, as bolsas sobrantes em algumas instituições foram atribuídas a outras da mesma região onde o número de candidatos superava o total de bolsas fixadas inicialmente.

Podiam candidatar-se a uma bolsa +Superior todos os estudantes inscritos no ensino superior colocados no concurso nacional de acesso deste ano numa das 12 instituições abrangidas pelo programa, desde que sendo de nacionalidade portuguesa ou de um Estado membro da União Europeia e com residência habitual em Portugal, e que não tenha origem nas regiões onde se localizam as instituições abrangidas.

Fazem parte do programa +Superior as universidades da Beira Interior; de Évora; e de Trás-os-Montes e Alto Douro e os institutos politécnicos de Beja; Bragança; Castelo Branco; Guarda; Portalegre; Santarém; Tomar; Viana do Castelo; e Viseu.