A Fenprof disse hoje que ficou «mais preocupada do que quando entrou» de uma reunião com o secretário de Estado do Ensino Superior, por ter ficado sem respostas às suas questões sobre as restrições orçamentais no ensino superior.

Em declarações à Lusa, Rui Salgado, responsável pelo ensino superior na Federação Nacional de Professores (Fenprof), referiu que as cativações de 2,5% ainda este ano nos orçamentos das universidades e politécnicos podem levar a que estes estabelecimentos não consigam responder aos seus compromissos.

A Fenprof expôs também ao secretário de Estado as preocupações com o orçamento para 2014, e com os cortes de cerca de 2,5% previstos, a que se podem juntar reduções salariais, que José Ferreira Gomes «não confirmou nem desmentiu», segundo Rui Salgado.

Em cima da mesa esteve também a reorganização da rede de ensino superior, que, segundo o dirigente da Fenprof, foi apontada pelo secretário de Estado como um «objetivo imediato do Governo».

A Fenprof receia, no entanto, as condições em que essa reorganização se possa concretizar, temendo pela «pressão das Finanças» e pelas consequências que as restrições financeiras possam ter no redesenho da rede.

Rui Salgado sublinhou que a diminuição de alunos no ensino superior verificada este ano, e confirmando a tendência de redução da última década, não tem origem demográfica, mas sim nas dificuldades financeiras das famílias, e acrescentou que chegam às universidades e politécnicos públicos menos alunos do que aqueles que deveriam frequentá-los.