A Educação Especial sofreu cortes de 30 milhões de euros, denunciam os sindicatos, com o início do ano letivo a afetar mais de 78 mil alunos sinalizados, segundo a edição do Jornal de Notícias desta segunda-feira.
 
De acordo com os últimos dados, existem 5.000 mil professores do quadro e 1.200 contratados para mais de 78.000 alunos sinalizados.
 
Um cenário constrangedor agravado pela ameaça dos centros de recursos de inclusão (CRI), que dão apoio às escolas públicas, em suspenderem os seus serviços. Recorde-se que são estes técnicos que garantem a terapia da fala e ocupacional ou o apoio psicológico.
 
Por exemplo, em Lisboa, na Escola Secundária Pedro Nunes, há um docente para 33 alunos com necessidades educativas especiais (NEE), segundo um levantamento da Federação Nacional de Professores (Fenprof).
 
Mas a Fenprof diz não faltarem exemplos. Em Rio Maior, num dos agrupamentos, há um docente para 30 alunos e, em Águeda, num dos agrupamentos, a relação é de um para 25.
 
O Ministério de Nuno Crato entende que “os alunos com NEE não constituem um grupo homogéneo, não exigindo todos eles a mesma quantidade e o mesmo tipo de recursos especializados”.
 
Argumento que não convence diretores e dirigentes escolares, que se mostram muito preocupados.
 
“As escolas desenham um plano, onde é dito o número de alunos com NEE e o que precisam de meios humanos e técnicos para cada ano escolar, só que a tutela não os aprova”, denuncia Filinto Ramos Lima, da Associação Nacional de Diretores (ANDAEP).