Em 2014 saíram de Portugal cerca de 85 mil pessoas para ocupações temporárias no estrangeiro, mais 10 mil do que em 2013, revelam dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados nesta terça-feira.

O número de emigrantes temporários em 2014 cifrou-se em 85.052, o maior de sempre, mais 10.730 do que em 2013 e mais 28.072 do que o registado em 2011, o primeiro ano em que o INE disponibiliza registos.

Já o número de emigrantes portugueses permanentes cifrou-se em 49.572 em 2014, contrariando, pela primeira vez, a tendência de crescimento que se vinha registando desde 2009.

Segundo o INE, entre 2009 e 2013, o número de emigrantes permanentes subiu sempre - de 16.899, em 2009, para os 53.786 em 2013 (o valor mais elevado desde 2004) - e regrediu, em 2014, para 49.572, menos 4.214 pessoas do que no ano anterior.

Em relação ao número de imigrantes permanentes, os dados disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística revelam um aumento face a 2013 (19.516 contra 17.554), ainda assim longe dos números de 2009, ano em que Portugal acolheu, de forma permanente, 32.307 imigrantes.

O número de imigrantes permanentes subiu entre 2004 e 2009 (de 21.093 para 32.307, mais 11.214 pessoas), caiu entre 2009 e 2012 para as 14.606 pessoas e tem vindo a subir desde então.

De acordo com os mesmos dados, em 2014 Portugal perdeu cerca de 52.500 habitantes, em consequência de um saldo natural negativo (número de óbitos superior ao número de nascimentos) e emigração superior à imigração, ainda assim um valor mais baixo do que o máximo da última década, atingido em 2013, quando o país perdeu 59.988 pessoas.