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Governo investe 30 mil euros em estudos sobre fluxos migratórios

Faculdade de Letras da Universidade do Porto é a próxima instituição a desenvolver a temática

Por: Redacção / CM    |   2012-06-19 20:37

O Governo quer perceber melhor os novos perfis de emigração portuguesa, tendo assinado protocolos com várias instituições de ensino superior, num total que ronda os 30 mil euros.

A informação foi veiculada, nesta terça-feira, pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, que presidiu à assinatura de um protocolo entre a Faculdade de Letras da Universidade do Porto e a Direção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas, para o arranque dos estudos sobre os novos perfis de emigração.

Em fevereiro, foi anunciado que as funções do Observatório da Emigração, criado em 2008 pelo Governo e pelo ISCTE, passariam para a direção-geral em parceria com várias universidades.

José Cesário disse que os custos com o Observatório «ultrapassaram os 300 mil euros em três anos» e que a partir de agora será possível «reunir informação muito mais diversificada» e «envolver muito mais gente».

O custo total dos atuais protocolos «andará na ordem dos 30 mil euros», 14 mil dos quais destinados aos estudos agora a serem desenvolvidos pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

A finalidade destes novos protocolos é a de aumentar a produção de conteúdos sobre os fluxos migratórios portugueses, numa altura em que «a sociedade portuguesa voltou a estar muito mais sensível para este fenómeno».

«Houve um certo desinteresse da sociedade portuguesa pela emigração dos seus [e] esse desinteresse verificou-se não apenas no cidadão comum, mas nas instituições que desejavelmente deveriam ter mantido esse mesmo interesse, porque nunca deixámos de ser um povo de emigrantes», sublinhou o secretário de Estado.

«Por exemplo, o percurso dos nossos jovens licenciados. Nós sabemos de uma forma relativamente empírica que eles se metem nos aviões da Ryanair e vão algures para a Suíça ou para a Alemanha, mas não sabemos exatamente como é o percurso deles, dos engenheiros, dos professores, dos arquitetos», exemplificou.

Os resultados obtidos, e posteriormente publicados e divulgados, poderão assim dar novas pistas sobre o «tipo e apoio consular» que é necessário, bem como «o tipo de acompanhamento social» ou jurídico ou «políticas de língua e cultura».

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