O navio "Mestre Simão", que fazia a ligação entre Faial e Pico, nos Açores, e que hoje encalhou, transportava 70 pessoas a bordo e não há feridos a registar, disse hoje o governo Regional açoriano.

No total, a embarcação trazia 61 passageiros e nove tripulantes, e "quando se preparava para atracar" no porto da Madalena, na ilha do Pico, encalhou.

Neste momento foram já evacuados os 61 passageiros que viajavam na embarcação, aos quais foi prestado apoio médico por prevenção na zona do porto da Madalena. Para além da comoção provocada pelo acontecimento, não há outras situações médicas a registar", confirmou o executivo açoriano, que está a acompanhar o caso em articulação com as empresas Atlânticoline e Portos dos Açores.

A secretária regional dos Transportes e Obras Públicas, Ana Cunha, segue ainda hoje para a ilha do Pico para visitar o local.

Antes, o presidente da câmara Municipal da Madalena do Pico, José António Soares tinha admitido à Lusa, que era cerca de "30 ou 40 passageiros" que foram, entretanto, retirados da embarcação.

Aberto inquérito para apurar causas do acidente

Entretanto, o capitão do porto da Horta, com jurisdição na ilha do Pico, disse hoje à agência Lusa que "está aberto um inquérito" para apurar as causas do acidente do navio.

Não sabemos como é que o navio encalhou, estamos naturalmente com o inquérito aberto para proceder às averiguações e determinar as causas do acidente", disse Rafael da Silva.

Segundo o capitão do porto, a prioridade agora é a retirada do combustível e da própria embarcação, para a preservação do meio marinho, que "pode estar em causa".

A operação, tanto da remoção do combustível como da retirada do navio do local aonde ele se encontra, vai ser alvo de um estudo, de um projeto, de um plano, que será apresentado pelo armador e aprovado em última instância pelo capitão do porto, portanto vamos trabalhar em conjunto para chegarmos da melhor forma, mais segura e mais célere, à remoção do navio do local aonde está", sublinhou.

O capitão do porto reconheceu ainda que, face ao estado do mar, será difícil avançar ainda hoje com a remoção, que será feita com o auxílio de rebocadores da empresa pública Portos dos Açores, apoiados pelos meios da autoridade marítima.

A “complexidade da operação” pode ainda obrigar à utilização de outros recursos que "não estejam disponíveis neste momento".