O presidente da Câmara de Viseu garantiu esta quarta-feira que não vai deixar que o Ministério da Educação encerre seis escolas básicas do concelho, defendendo que o direito à educação tem de ser mantido em cada uma das freguesias.

«Em relação a cinco escolas poderemos estar de acordo para encontrar uma plataforma que leve a encontrar espaço de acolhimento para os alunos, mas tendo sempre em linha de conta o que dizem os pais, agrupamentos e juntas de freguesia. Não deixaremos encerrar mais nenhuma escola», sublinhou Almeida Henriques.

No final de uma reunião do Conselho Municipal da Educação de Viseu, que decorreu ao longo da manhã de hoje no Solar dos Peixotos, o autarca do PSD explicou aos jornalistas que o Município de Viseu foi notificado pelo Ministério da Educação para encerrar 11 escolas do ensino básico no concelho.

«Pelo menos em cinco dessas escolas entendemos que, do ponto de vista do limiar de alunos, poderão ter que ser encontrados pontos de entendimento, mas sempre numa lógica de diálogo aberto, para encontrarmos soluções do ponto de vista dos transportes e complementos de horários», sublinhou.

Almeida Henriques informou que admite encerrar as escolas básicas de Boaldeia, Vil de Soito, Corvos, Lages e Orgens, com os alunos a serem integrados em outras escolas dessas mesmas freguesias.

No entanto, esclarece que estas são as únicas cinco situações em que está disponível para chegar a entendimento com o Ministério da Educação.

«Não deixaremos encerrar mais nenhuma escola. Também temos uma palavra a dizer neste processo», acrescenta.

O autarca de Viseu informa que tem estado em diálogo com o Ministério da Educação, que tem revelado «grande abertura».

«Neste diálogo, acredito que perceberão os nossos argumentos e não deixarão de ir ao encontro da nossa avaliação no terreno. Isto não são coisas que se possam decidir nos gabinetes do Terreiro do Paço», alega.

Na sua opinião, o encerramento das escolas deve ser discutido e decidido numa relação de proximidade.

«Há uma clara aposta do município na fixação de pessoas nas freguesias e isto é um argumento que temos usado. Estamos a apostar na consolidação das freguesias rurais e não no seu esvaziamento. Por isso, acredito que não deixaremos fechar as escolas», referiu.

O presidente da Câmara de Viseu revelou ainda que durante a reunião foi dado conhecimento das obras em curso para melhorar os espaços onde os alunos têm aulas.

«É um esforço financeiro de três milhões de euros na melhoria da rede escolar do concelho», revelou, dando como exemplos a ampliação da Escola Básica e Jardim de Infância de Santiago, a construção do Centro Escolar Viseu Estrela ou a retirada da cobertura de amianto na Escola da Ribeira.