O secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, alertou esta terça-feira para o risco de uma rotura do corpo docente em Portugal e defendeu o seu rejuvenescimento.

“Estamos próximos de ter até uma rotura, uma coisa que tem de ser acautelada”, disse.

Mário Nogueira disse aos jornalistas que “a necessidade de rejuvenescimento das escolas”, com entrada de mais docentes, será um dos problemas em debate no encontro “O professor hoje e os desafios de amanhã”, que decorrerá em Coimbra. 

“Há um desgaste enorme dos professores”, tanto físico como psicológico, devido a “uma sobrecarga de trabalho”, na escola e em casa, além das diversas burocracias que estes profissionais têm de cumprir, sublinhou.

“Temos um corpo docente envelhecido", a trabalhar, muitos deles, "há mais de 40 anos”, sublinhou, ao preconizar um reforço do número de professores nos quadros, em que os jovens profissionais tenham “um tempo de envolvimento e de trabalho com os mais antigos, que têm experiência profissional”.

Ao realçar que “isso não está a acontecer”, o líder da Fenprof manifestou-se preocupado com uma eventual “saída repentina de milhares de pessoas, que entretanto atingem a idade da aposentação, e a entrada de outros tantos, muitos deles há muitos anos sem conseguirem uma colocação”.

O encontro “O professor hoje e os desafios de amanhã” vai realizar-se no auditório do Convento de São Francisco, em Coimbra, na margem esquerda do rio Mondego, no dia 7 de outubro. 

A iniciativa visa assinalar os 50 anos da aprovação, em 1966, da declaração conjunta da Organização Internacional do Trabalho e da UNESCO sobre os profissionais docentes, que levou à consagração da data de 5 de outubro como Dia Mundial dos Professores.