A associação de pais CNIPE expressou, esta sexta-feira, a sua indignação com a decisão do Ministério da Educação e Ciência (MEC) de revogar colocações de professores.

A Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE) afirmou, em comunicado, que «os pais e encarregados de educação sentem-se indignados com mais uma decisão do Ministério da Educação e Ciência».

No texto, especifica-se que «acabam de ser revogadas colocações de professores que já estão nas escolas», o que «vai exigir que muitos dos [alunos], no decorrer da próxima semana, encontrem novos professores em sala de aula, os quais já nesta fase possuem um diagnóstico dos [alunos] para poderem criar as bases pedagógicas para o sucesso dos [alunos]».

A CNIPE diz saber que «esta decisão é tardia e podia ser evitada», sintetizando que tem «a noção que todo o processo de colocação de professores foi errado, tardio e problemático».

No comunicado, assinado pela presidente da direção, Isabel Gregório, considerou-se ainda que «a escola está instável», pelo que a CNIPE «exige que os responsáveis de toda esta bagunça sejam responsabilizados».

Agora, «não basta vir pedir de novo "desculpem”. Já chega!», conclui o comunicado da CNIPE.

Sindicato disponível para apoiar juridicamente

O Sindicato Nacional dos Professores Licenciados (SNPL) revelou esta sexta-feira a sua disponibilidade para prestar apoio jurídico aos docentes que tenham ficado sem colocação, após a divulgação das novas listas de ordenação de candidatos na bolsa de contratação das escolas.

Em comunicado, o SNPL refere que «disponibiliza os seus serviços jurídicos» a todos os professores «que se sentirem lesados», reclamando a «colocação rápida e correta de todos os docentes envolvidos, para que ninguém seja prejudicado».

Para o Sindicato Nacional dos Professores Licenciados, «está por demais demonstrado» que as listas relativas à bolsa de contratação das escolas «não cumprem os desígnios de um concurso público efetuado com o rigor e a transparência necessários».

No comunicado, o SNPL exige que o ministro da Educação, Nuno Crato, «honre a sua palavra».