Há dezenas de escolas públicas com obras de modernização paradas. E a culpa não é dos empreiteiros falidos, como diz o ministro da Educação, mas sim da Parque Escolar, responde a Associação os Industriais da Construção Civil. Esta é a resposta da AICCOPN a Nuno Crato.

Na secundária do Marco de Canavezes, alunos, pais e professores até já fizeram greve às aulas, mas o protesto de pouco ou nada serviu. Esta continua a ser uma das 39 escolas do país, com as obras de requalificação paradas.

O ministro da Educação justifica o problema, desta e de muitas outras escolas, com a falência dos empreiteiros. A AICCOPN confirma, mas acrescenta o que ao ministro ficou por dizer...

A Parque Escolar foi criada em março de 2007, a ideia do primeiro-ministro da altura era até 2015 reabilitar 332 escolas. Algumas, como a Secundária António Sérgio, em Gaia, tiveram a sorte de ficar prontas.

O dinheiro dos contribuintes foi gasto é certo, mas não chegou, as derrapagens no orçamento motivaram a suspensão das obras de modernização das escolas em 2012. Mais uma vez, sublinha a AICCOPN, a culpa não foi das empresas, mas da falta de dinheiro.

Em comunicado a Parque Escolar admite que 14 obras foram suspensas em 2011 por dificuldades financeiras da empresa. A retoma desta modernização dos estabelecimentos de ensino poderá ser retomada, admite a empresa, assim que houver condições.

Entretanto, em 5 estabelecimentos de ensino a parque escolar afirma que as obras foram interrompidas por incumprimento dos empreiteiros. Em comunicado a empresa diz que já foram investidos nas escolas 1, 8 milhões de euros.